Crivella corta 50% da verba do carnaval para destinar às creches; Jornais falam em “perseguição”

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O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), decidiu cortar 50% das verbas destinadas para o carnaval de 2018 e usa-las para reforçar o caixa da educação. A iniciativa polêmica gerou protestos das escolas de samba.

A ideia do prefeito é que a verba seja destinada ao custeio das creches conveniadas à prefeitura, garantindo melhorias para as crianças atendidas, que atualmente, somam cerca de 15 mil alunos, em 158 unidades. O valor cortado do carnaval foi R$ 1 milhão e vai afetar, aproximadamente, 17% do orçamento das escolas de samba.

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De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo, o orçamento previa repasse de R$ 2 milhões no próximo ano. Até 2016, o valor usado pela prefeitura para ajudar no custeio das escolas de samba era de R$ 1 milhão, mas esse valor dobrou em 2017 depois que o governo do Estado e a Petrobras retiraram seus aportes.

Diante do corte, a ajuda da prefeitura voltaria para o valor que era repassado até um ano atrás. O orçamento das escolas de samba é composto pela ajuda municipal, venda de ingressos, cota de televisão, venda de CDs e também da renda oriunda dos eventos nas quadras, realizados ao longo do ano.

Banner-Youtube-top.pngMesmo assim, a Liga das escolas de samba do Rio (LIESA) divulgou uma nota afirmando que o corte da ajuda vai prejudicar o carnaval: “Ficarão inviabilizadas as apresentações das escolas de samba no Carnaval de 2018”, dizia o comunicado, que acrescentava a informação de que a LIESA tentaria demover o prefeito da ideia ou encontrar uma solução alternativa.

A imprensa do Rio de Janeiro vem insinuando que a decisão do prefeito se deve ao fato de ele ser evangélico, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus. Jornais lembraram que Crivella ignorou a tradição de entregar a chave da cidade ao rei Momo e recusou o convite para ir aos desfiles esse ano.

O presidente da LIESA, Jorge Castanheira, criticou a decisão do prefeito em entrevista ao jornal O Globo: “O espetáculo chegou a um alto nível de qualidade. Isso seria um retrocesso. Aumentar verbas para a creche, de fato, é importante. Mas é tratar da questão do Carnaval do Rio de uma maneira muito simplista. O evento movimenta R$ 3 bilhões para a cidade, conforme a própria Riotur já divulgou. É toda uma economia que gira em volta disso. Movimenta hotéis, restaurantes, entre outras atividades econômicas que geram impostos para a própria prefeitura”, argumentou.

Crivella vem destacando que o corte da verba não é perseguição ao carnaval, e lembrou que a avenida Marquês de Sapucaí passará por obras para melhorar as condições de infraestrutura oferecidas às escolas de samba, como a modernização dos sistemas de luz e som, além da instalação de telões por toda a passarela. A prefeitura também está estudando formas de atrair recursos da iniciativa privada para o evento.

Fonte: Gospel Mais

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