Pastor questiona motivação de youtubers evangélicos: “Quem está em evidência, Jesus ou você?”

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O humor cristão sempre causa debates sobre limites e propósito, e o pastor assembleiano Ciro Sanches Zibordi publicou um artigo com conselhos aos youtubers evangélicos que se dedicam às piadas.

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O artigo de Zibordi é baseado em uma entrevista concedida por ele à revista Geração JC, da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), publicada em 2015. O tema era os limites do humor cristão.

O pastor diz que o apóstolo Paulo se valeu do humor ao longo de seu ministério, mas como uma ferramenta para levar o Evangelho às pessoas, e não como um propósito em si mesmo.

“A palavra grega apología aparece pela primeira vez, no Novo Testamento, em Atos 22:1, em alusão à autodefesa de Paulo perante seus acusadores. Esse apóstolo — que foi um grande apologista, isto é, um defensor do Evangelho (Fp 1:16) — valeu-se muito da comicidade em suas cartas. Em II Coríntios 11:5, por exemplo, ele ironiza os falsos pregadores chamando-os de “excelentes apóstolos”. Mas Paulo usava o humor apenas como um meio de pregar e defender o Evangelho, e não como um fim. Ou seja, ele não era um humorista cristão!”, afirmou Zibordi.

Na entrevista, Zibordi salienta preocupações a respeito do trabalho de youtubers e outros artistas cristãos que fazem piadas com assuntos ligados à fé.

“O problema do chamado humor evangélico é que o seu objetivo, claramente, é a autopromoção. Muitos jovens estão fazendo vídeos de humor, prioritariamente, para serem vistos, e não para glorificarem a Deus. E aí está o grande desvio do alvo, visto que a Palavra de Deus ensina: ‘Fazei tudo para a glória de Deus’ (I Co 10:31)”, criticou.

Zibordi, que é um profícuo escritor, destacou que os limites para o humor são definidos, de forma implícita, pelas Escrituras: “A Bíblia é um Livro de princípios. Um deles […] é: ‘Abstende-vos de toda aparência do mal’ (I Ts 5:22). A Palavra de Deus também afirma que todas as coisas são lícitas, mas algumas são inconvenientes, dominadoras e não edificantes (I Co 6:12 e 10:23)”, conceituou.

“Caso um jovem me pergunte: ‘Posso fazer um vídeo de humor para satirizar o culto pentecostal?’, minha resposta será: ‘Pode’. E, em seguida, lhe farei outra indagação: ‘Como servo de Deus, você deve fazer tal vídeo?’ Embora não haja proibição expressa na Bíblia ao humor, quando o empregamos devemos perguntar a nós mesmos: ‘Isso glorifica a Deus, convém aos cristãos e os edifica?’”, questionou.

Por fim, o pastor Ciro Sanches Zibordi disse não ver problemas no humor, mas na forma como está sendo usado e os objetivos que transparecem à audiência.

“Paulo afirmou: ‘Nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado […] A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espirito e de poder’ (I Co 2:2-4). Em outras palavras, o legítimo pregador do Evangelho não deve aparecer mais que Jesus Cristo. Seu alvo é apresentar o Evangelho. Quando alguém prioriza o humorismo e o utiliza como o fim, e não como um meio, quem fica em evidência? A Pessoa central do Evangelho, ou o humorista?”, perguntou.

Fonte: Gospel Mais

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