Pastor Silas Malafaia comenta caso Petrobrás, critica “roubalheira” em empresas do governo e convoca cristãos: “Acorda povo de Deus”



 

pastor-silas-malafaia(1)O pastor Silas Malafaia usou seu perfil no Twitter para fazer críticas severas ao cenário político atual, por conta de mais um escândalo de mau uso do dinheiro público, desta vez na Petrobrás, com envolvimento direto da presidente Dilma Rousseff.

A polêmica, que ocupa o noticiário nacional, se dá porque à época em que Dilma era ministra das Minas e Energia do governo Lula e presidente do Conselho da Petrobrás, a estatal realizou a compra de uma petrolífera nos Estados Unidos por um valor muito acima do preço de mercado.

Malafaia fez um paralelo do cenário atual com casos envolvendo ações governamentais dos últimos 20 anos, e teceu críticas à linha de pensamento dos governos comandados pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

“Governo brasileiro se omite na questão da matança de inocentes pelo governo da Venezuela. Esqueci que ambos possuem mesmo viés ideológico. Nenhum país do primeiro mundo, o governo mantém controle acionário de empresas de petróleo, telecomunicação, aeroportos, mineração, etc. No Brasil controle de empresas pelo Estado só serve para roubalheira e moeda de favor político para se manter no poder. Não é só o PT, todos. Inclui PSDB, PMDB, etc… Os garotos novos não sabem como era a telefonia antes da privatização. Gente que vivia de aluguel de telefone, era caríssimo e restrito, fora a roubalheira nas estatais de telefonia. Se não tivesse a privatização, você ficaria horas no posto da telefônica aguardando sua vez”, escreveu o pastor, fazendo referência ao processo de modernização das telecomunicações no Brasil após as privatizações feitas pelo governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) durante o final da década de 1990.

O pastor Silas Malafaia usou sua já conhecida ironia para argumentar contra a política estatizante usada pelo governo petista para manter o controle de empresas que poderiam ser geridas pela iniciativa privada, o que a princípio, reduziria a corrupção no país: “O Brasil é mais esperto para manter estatais do que EUA, Canadá, Alemanha, França, Inglaterra, Itália, Suécia, Holanda, Japão, etc. Até a Rússia que era comunista, privatizou empresas. Cansados do modelo de estatais de governos comunistas que sempre foram os mais corruptos. O PT sempre combateu as privatizações, mas quando passaram a governar viram que estava certo, tanto é que estão privatizando aeroportos. Parabéns. Avisa a alguns que pensam que sabem: governos de países do primeiro mundo não mantém controle acionário, possuem ações de empresas estratégicas. Os petistas com vergonha mudaram o nome de privatização para concessão, que lindo! Me engana que eu gosto”, criticou.

Mediante as reações de quem lia suas publicações no Twitter, o pastor contra-atacou: “Não gostar de pastor é um direito, negar a verdade por causa disso é puro preconceito de ignorantes. Um outro ‘grande negocio feito por Dilma’, a compra de uma refinaria no Japão por 71milhões de dólares… Já investiram mais 200 milhões e [a empresa] vale 160. É incrível o preconceito e a mediocridade de alguns cristãos. Sou pastor e não deixei de ser cidadão. Leia Rm 13.7. Querem nos alijar… Dizem ser democratas, e o pior, alguns que dizem ser cristãos caem no jogo de ímpios que não suportam nossas convicções.Vou continuar a falar. Como pastor falo de qualquer assunto. A Bíblia é o único livro que você encontra os 4 pilares do conhecimento, teológico, filosófico, científico e o empírico. A Bíblia é uma pequena enciclopédia, encontramos todo tipo de assunto,inclusive o político. Deus, na Bíblia trata o homem como um ser biológico, sociológico, psicológico e espiritual. Alguns cristãos pensam que são exclusivamente espírito”, disparou Malafaia.

As críticas do pastor ao PT na esfera federal são constantes e bastante contundentes. Nas eleições de 2010, Malafaia apoiou o então governador José Serra (PSDB) na disputa contra Dilma Rousseff. Porém, no Rio de Janeiro, é aliado do senador Lindbergh Farias (PT), pré-candidato ao governo do estado.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

 


 

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